Lula defende protagonismo e potenciais do Brasil na economia verde

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na manhã desta terça-feira, 7 de novembro, da abertura do 6º Fórum Brasil de Investimentos, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Em seu discurso, ele reforçou os esforços de estabilidade política, social e fiscal do país e ressaltou a intenção do governo de atrair recursos para projetos ligados à economia verde, para transformar o país em potência mundial na área de energia limpa.

“Nós não vamos subsidiar, vamos apenas incentivar e dizer que, se depender da vontade do nosso governo, quem quiser fazer investimento para produzir carro verde, aço verde, bicicleta verde, motocicleta verde, carne verde, não precisa procurar. Tem um lugar chamado Brasil, em que a natureza nos garante competitividade, sol, água e a possibilidade de se transformar no maior produtor de energia limpa e renovável do Planeta Terra”, disse.

Segundo o presidente, os resultados que esses investimentos podem trazer no futuro dependem principalmente da boa aplicação dos recursos e do planejamento da classe empresarial. A parte do governo, afirma Lula, é fornecer condições para que eles tenham bons resultados.

“Nós vamos garantir estabilidade política, estabilidade social, estabilidade jurídica, estabilidade fiscal. Em vez de 600 e poucos bilhões de dólares de comércio exterior, por que a gente não estabelece uma meta de chegar a US$ 1 trilhão de dólares de comércio exterior e vamos buscar isso? Quando o Fávaro (ministro da Agricultura) entra no meu gabinete e fala: ‘Presidente, crescemos 40 novos mercados semana passada’. Na semana seguinte me diz: ‘Presidente, já são 52 novos mercados’ Isso acontece porque o Brasil ganhou respeitabilidade no mundo”, declarou.

FOMENTO – Uma das ferramentas mais importantes que o governo tem para impulsionar o crescimento da infraestrutura energética do país, o BNDES, vai ser usado para cumprir sua missão, de acordo com o presidente. “O BNDES vai voltar a ser um banco de investimento, de desenvolvimento, foi para isso que ele foi criado. Para que a gente possa restabelecer a possibilidade de emprestar dinheiro. A taxa de juro baixa, juros de longo prazo, para que a indústria brasileira se transforme em uma indústria competitiva”, completou o presidente Lula.

“O Brasil tem tudo para que a gente tire proveito do momento histórico que estamos vivendo. Para que a gente possa, definitivamente, nessa transição energética, fazer a nossa revolução industrial e oferecer oportunidades aos outros que queiram investir aqui”.

Para isso, o presidente  vai retomar as agendas internacionais até o fim do ano. No fim de novembro, vai a Dubai, nos Emirados Árabes, para participar da COP28. A viagem também deve incluir visitas ao Catar e à Arábia Saudita antes da conferência climática da ONU e um evento com empresários brasileiros e alemães em Berlim, na volta ao Brasil.

“Em todos esses encontros a gente não vai levar discurso, vai levar projetos que o Brasil tem. Coisas que estão em funcionamento, que queremos compartilhar com empresários brasileiros e estrangeiros. A gente não precisa diminuir o Estado para valorizar a iniciativa privada. É importante a gente saber que o Estado, se não se meter a ser empresário, pode se colocar como indutor do desenvolvimento de um país”, finalizou.

CRESCIMENTO – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, listou ações implementadas pelo governo para ajudar no crescimento da economia, como o Novo Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), que traz importantes investimentos públicos e privados, além da reforma tributária, em vias de aprovação no Congresso Nacional, e das linhas de financiamento do BNDES e FINEP voltadas à inovação, digitalização e pesquisa e desenvolvimento.

Assim como Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a reforma tributária como um dos caminhos para ampliar a chegada de investimentos ao Brasil. “A reforma tributária é a pedra angular de um projeto de desenvolvimento. Uma coisa que é geracional, que vai se sentir os efeitos por décadas, e não pode ser objeto de polarização política. Nós temos que buscar estabilidade social, estabilidade fiscal, ou seja, não fazer o ajuste em cima de quem precisa, mas temos que reindustrializar o país com base em novos pressupostos, porque temos vantagens competitivas incomuns no planeta para atrair investimentos, oferecendo energia limpa para, como diz o presidente Lula, fazer a produção verde acontecer aqui”, ressaltou Haddad.

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, que promove o evento, o Fórum Brasil de Investimentos tem o propósito de retomar o protagonismo do Brasil no mundo, que foi perdido nos últimos anos. “O trabalho que estamos fazendo na Apex é um trabalho de tentar levar o Brasil para o mundo inteiro. Com o conceito novo: é do Brasil, é sustentável e é para o mundo todo”, resumiu.

Já o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, reforçou que a América Latina como um todo pode ser atrativa para investimentos, mas também destacou o potencial brasileiro. “O Brasil pode se tornar um líder na economia de carbono, na exportação de alimentos, com potencial para alimentar até 1 bilhão de pessoas. Além da oportunidade de se tornar um dos líderes mundiais na produção e distribuição de energia limpa. A hora de investir no Brasil é agora”.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que tem visto esse interesse em suas reuniões com autoridades de outras nações ao longo do ano. “Vejo neste seleto público o interesse renovado no Brasil como destino seguro de investimentos e a esperança de um futuro sustentável. Tenho visto esse mesmo interesse em meus encontros e contatos com autoridades estrangeiras, neste que seguramente será um dos anos com o maior nível de atividade diplomática da história do país”, disse o chanceler.

Fonte:
Governo Federal

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