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Colheita da maçã em SC deve ser menor e produtores querem aumentar exportações

Publicado em 13 de fevereiro de 2020

A colheita da maçã, que teve início nesta semana em Santa Catarina, deve ser menor que a do ano passado, quando foram colhidas aproximadamente 585 mil toneladas da fruta, segundo expectativa da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). O estado catarinense é o maior produtor nacional da fruta, com 53% do total nacional. Um dos desafios neste ano é aumentar as vendas para o mercado internacional.

Santa Catarina tem 2.992 produtores, sendo a região de São Joaquim, na Serra, responsável por cerca de 75% de toda a produção estadual. A abertura oficial da colheita do estado ocorreu na segunda-feira (10) em Fraiburgo, no Oeste catarinense.

A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural estima que sejam colhidas 578 mil toneladas da fruta neste ano, enquanto a ABPM acredita que esse número será em torno de 10% inferior ao de 2019, o que representaria 526 mil toneladas.

Os produtores esperavam que a safra fosse similar à do ano passado, sendo que a única mudança seria menor colheita da maçã gala em relação à fuji, informou Moisés de Albuquerque, diretor executivo da ABPM, referindo-se aos dois principais tipos de maçãs produzidos no estado.

Entretanto, as primeiras constatações foram de que houve impacto da estiagem no tamanho da fruta. “Então, o padrão será de um fruto calibre médio, menor do que projetado, e isso faz com que seja uma safra menor do que a esperada”, explicou Albuquerque.

O período seco, porém, não trouxe somente desvantagens: a maçã ficou mais saborosa e menos propensa a danos, segundo ele. “A estiagem acabou proporcionando um fruto com mais açúcar, mais sabor, mais qualidade. Com menos umidade, não se vêem também tanto as ações de fungos”, disse o diretor executivo da ABPN.

Em todo o país, o setor tem aproximadamente 30 mil trabalhadores fixos, número que triplica na época da colheita da safra. Dessas cerca de 90 mil pessoas, pouco mais da metade trabalha no setor em Santa Catarina, disse a ABPM.

Exportação e novos mercados

O crescimento na exportação da maçã é um desafio para o setor produtor. No ano passado, o Brasil exportou somente 57 mil toneladas do total produzido, que foi de 1,1 milhão de toneladas, informou a ABPM. Do total enviado para fora do país, cerca de 30% foi de maçã produzida em Santa Catarina.

A meta é aumentar o volume para os mais de 60 países que compram a fruta brasileira, em especial os asiáticos, como Bangladesh e Índia, e os europeus, e também abrir novos mercados, como o da Colômbia.

“O Brasil, na fruticultura como um todo, exporta muito pouco. Porém, não existe uma concentração grande em um único país, não somos dependentes absolutamente de um comprador. O que mais pega no momento é a dificuldade relacionada à burocracia de exportação. Estamos fazendo um trabalho estratégico nisso”, disse Albuquerque.

Fonte: G1 SC


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