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Confira cinco dicas para evitar dívidas com cartão de crédito

Publicado em 13 de março de 2019

Mais da metade das famílias de Santa Catarina possuem algum tipo de dívida, como parcelamentos ou financiamentos. Dessa parcela da população, a maioria é refém do cartão de crédito. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), feita pela Fecomércio-SC, apontam que em fevereiro, 67,7% dos consumidores tinham débitos em aberto nessa modalidade. O percentual supera dívidas como os carnês (44,3%) e até com financiamentos de carro (28,8%) e casa (20,8%).

Especialistas avaliam que uma das causas que justificam esse comportamento é o imediatismo e também o ciclo vicioso que os cartões permitem que o consumidor viva. Como nos casos de pagar apenas a parcela mínima da fatura, que libera crédito, permitindo novos.

Gustavo Lima Soares, economista, mestre em Administração e professor na Univali, explica abaixo como fugir das dívidas com cartão de crédito e também como usar esse recurso financeiro de forma consciente.

Cancelar o cartão e renegociar

Se estiver devendo, o primeiro passo para se livrar das contas atrasadas nessa categoria é cancelar o cartão.

— Depois é preciso tentar renegociar, buscando, caso ainda tenha, crédito no próprio banco em que se tem o cartão. O ideal é procurar financiamentos com juros mais baratos que os do cartão para poder se livrar logo da dívida — aconselha soares.

Juro é o preço do dinheiro

O especialista ainda pondera que o crédito do cartão é um modo fácil para usar o dinheiro, assim como o cheque especial e o limite pré-aprovado. No entanto, Soares alerta que essas modalidades possuem umas das taxas de juros mais altas do mercado.

— Por serem os juros mais caros é que os bancos deixam esses créditos pré-aprovados para nós. É assim que os bancos lucram, vendendo dinheiro. Os juros nada mais são do que o preço do dinheiro — explica.

Saber até quanto pode gastar

O economista pondera que, para quem faz uso dos aplicativos do banco pelo celular, monitorar os gastos do cartão por esse meio é uma alternativa para evitar surpresas na fatura. Outro ponto é saber quanto do salário é possível gastar com as contas.

— O recomendado é gastar apenas 30% da renda. Mas isso considerando que a pessoa não tem nenhum outro tipo de conta. Se você, por exemplo, financiou uma casa e o banco permitiu que você usasse 30% do salário, então não se pode mais gastar esse percentual no cartão — orienta.

Ter controle das contas fixas

Soares ainda comenta que alguns consumidores utilizam sistema de pontos no cartão de crédito e acabam usando todo o salário para cobrir os gastos do cartão. Segundo ele, isso até pode ser interessante para quem costuma viajar, já que muitas companhias aéreas vendem passagens nesse sistema. No entanto, é preciso ter total controle dos gastos para não cair em armadilhas.

— Isso nem sempre é possível pois não se tem certeza de quanto irá ser gasto com luz ou água, por exemplo. O ideal mesmo é gastar com planejamento. Usar o cartão para parcelar uma viagem ou até mesmo combustível, se isso for um gasto programado. Tendo controle é possível ter certeza de que não irá estourar o limite — explica.

Parcelar quando realmente vale à pena

O economista pondera que o momento ideal para optar por um parcelamento vai depender da renda mensal de cada consumidor.

— Renda é aquilo que se pode pagar imediatamente, é o que se tem líquido. Então, se quero comprar uma TV, mas o valor não cabe na minha renda, devo parcelar — diz.

Soares ressalta que, nesses casos, também é aconselhável fugir dos juros. Se optar por dividir o valor da compra, mas a loja cobrar juros, explica, é melhor juntar um pouco mais para dar de entrada e só então financiar o saldo.

Fonte: NSC Total


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