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Preço do barril do petróleo tem maior valor em 7 anos

Publicado em 6 de julho de 2021

O preço do barril de petróleo registrou o maior valor dos últimos 7 anos na manhã desta 3ª feira (6.jul.2021). A cotação do barril WTI para entrega em agosto, que é referência nos Estados Unidos, atingiu o valor de US$ 76,98. Essa é a maior cotação desde 2014, segundo a plataforma MacroTrends.

O barril tipo Brent, utilizado como referência na Europa, também apresentou alta considerável. A cotação chegou a US$ 77,84 nesta manhã. O valor é o maior desde outubro de 2018.

Depois dos picos, os preços se estabilizaram durante a manhã. Às 11h17, no horário de Brasília, o WTI era cotado em US$ 74,63 e o Brent, em US$ 75,75.

A alta no preço do petróleo tem relação com as incertezas sobre o ritmo de produção por parte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aliados. A organização tinha decidido, no mês de junho, a continuar com sua política de aumento gradual da oferta de petróleo.

Mas a reunião de julho foi cancelada depois que o grupo não conseguiu chegar a uma decisão sobre o ritmo de produção para o mês de agosto. O adiamento foi divulgado na 2ª feira (5.jul) e uma nova data não foi estabelecida. Eis a íntegra do documento (78 KB).

 

Com o adiamento, os preços do petróleo aumentaram nas cotações internacionais. Sem um acordo, a produção e a oferta do óleo pode diminuir e os preços aumentarem ainda mais.

 

PREÇOS NO BRASIL

A cotação do barril do petróleo afeta os preços praticados pela Petrobras. Na 2ª feira (5.jul), a estatal anunciou o reajuste reajuste de R$0,16 por litro de gasolina, que passará a ser comercializado por R$ 2,69, e de R$ 0,10 por litro de diesel, que será vendido a R$ 2,81. Os preços valem a partir desta 3ª feira (6.jul) para as refinarias.

O gás de cozinha, chamado de GLP (gás liquefeito de petróleo) também aumentou. Passou a custar R$ 3,60 por kg, por conta do aumento médio de R$ 0,20 por kg.

Esse foi o 1º aumento no valor fixado pela estatal desde que o novo presidente da empresa, general Silva e Luna, assumiu o cargo. Ele já tinha sinalizado que seguiria a política de preços de paridade com o mercado internacional por causa da importação.

A Petrobras considera, entre outros fatores, a taxa de câmbio e a cotação do petróleo no mercado internacional para fazer os reajustes, seguindo a paridade de preços internacional.

Antes do anúncio da 2ª feira (5.jul), a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) indicava defasagem de 12% no valor praticado para a gasolina e de 7% no diesel frente ao mercado internacional. O que, segundo a associação, estaria inviabilizando a importação dos combustíveis.

 

Fonte: Poder 360


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