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Quase um quarto da população mundial vive em países que tiveram recorde de calor em 2021, revela pesquisa

Publicado em 14 de janeiro de 2022

25 países experimentaram temperaturas extremas que quebraram recordes em 2021, o quinto ano mais quente registrado até hoje

 

2021 começou com uma forte onda de calor no Hemisfério Sul, deixando as temperaturas nas alturas já nos primeiros dias do ano. Diversas províncias argentinas viram os termômetros marcarem 44ºC e Buenos Aires registrou a segunda maior temperatura da história da capital portenha: 41,1ºC. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, pode ser hoje a capital mais quente do Brasil.

Na Austrália, o calorão chegou a impressionantes 50,7ºC nos termômetros, igualando o recorde de 1962. À medida que a crise climática continua a desencadear temperaturas crescentes pelo mundo afora, cientistas revelaram hoje que, em 2021, quase 25% da população mundial conviveu com um ano de recorde de calor.

Segundo uma nova análise anual divulgada pela Berkeley Earth, um total de 1,8 bilhão de pessoas, ou quase um quarto da população mundial, vive em países que tiveram em 2021 o ano mais quente já registrado. Essas pessoas estão distribuídas em 25 países, incluindo China, Nigéria e Irã, que registraram uma média anual recorde em 2021. “Ninguém vive na temperatura média global. A maioria das áreas terrestres vai sofrer mais aquecimento do que a média global, e os países devem planejar suas respostas a isso”, disse ao The Guardian o cientista-chefe da Berkeley Earth, Robert Rohde.

2021 pode não ter registrado a média anual de temperatura mais quente para o mundo todo para quem vive na superfície, mas nos oceanos, foi o ano mais quente já registrado até hoje. “Está claro que cada uma das últimas quatro décadas foi mais quente do que a que a precedeu, mas os oceanos também estão armazenando muito calor. Se não fosse pela grande capacidade de armazenamento de calor dos oceanos, a atmosfera teria aquecido muito mais rapidamente”, afirmou Russell Vose, cientista climático sênior da Noaa.

O ano passado também viu uma série de desastres ambientais que os cientistas determinaram que foram agravados pelo excesso de calor do mundo. Inundações devastaram partes da Alemanha e da China, Lytton, no Canadá, registrou 49,6ºC e boa parte da América do Norte viu uma onda de calor sem precedentes que os cientistas disseram que teria sido “praticamente impossível” sem as mudanças climáticas. Julho de 2021 foi o mês mais quente já registrado até hoje no mundo, com o Vale da Morte, na Califórnia, marcando o que pode ser a temperatura mais quente já medida de forma confiável durante este mês, de 54,4ºC. “A ciência não deixa margem para dúvidas: a mudança climática é a ameaça existencial do nosso tempo”, afirmou Bill Nelson, administrador da Nasa.

Fonte: G1


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