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Sul e Sudeste voltam a ter mortes de macacos com febre amarela

Publicado em 16 de janeiro de 2020

Ao menos 38 macacos morreram por febre amarela de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano e mais de 1 mil mortes suspeitas de primatas foram investigadas, de acordo com um boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde.

A maior parte das mortes (89,5%) foi registrada no Paraná, que teve 34 casos. São Paulo registrou 7,9% dos casos e Santa Catarina 2,6%.

A morte dos animais serve como alerta de que a doença pode voltar a afetar os moradores da região Sul e Sudeste.

Segundo o ministério, os três estados tiveram baixa cobertura vacinal, o que pode facilitar o surgimento de novos casos após a temporada de chuvas.

  • Quem deve se vacinar contra a febre amarela?

    Febre amarela em humanos

    De julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano, 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos foram notificados ao ministério, mas apenas um foi confirmado, no Pará.

    Entre janeiro e junho de 2019, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil. Doze delas estavam no estado de São Paulo.

    Atualmente, o Brasil tem apenas registros de febre amarela silvestre, transmitida por mosquitos que vivem no campo e florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre.

    A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e levar à morte.

    Vacinação

    Desde março de 2018 o governo passou a recomendar a vacina da febre amarela para todo o território brasileiro. A dose é única, fornecida de graça no Sistema Único de Saúde (SUS) e é válida para toda a vida.

    Neste ano o calendário de vacinação passará por alterações. Segundo o ministério, as crianças passarão a ter um reforço da vacina aos quatro anos de idade, isso porque há uma redução na resposta imunológica daquelas que foram vacinadas aos nove meses, como previa o Calendário Nacional de Vacinação da criança.

    Fonte: G1


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